PPWR: os revestimentos barreira estão preparados para os novos desafios?

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O Regulamento relativo às Embalagens e aos Resíduos de Embalagens (PPWR) representa uma das alterações mais significativas das regras europeias de packaging das últimas décadas.

O Regulamento (UE) 2025/40 entrou em vigor em fevereiro de 2025 e começou a aplicar-se, de forma faseada, a partir de 12 de agosto de 2026. Entre os seus objetivos estão uma maior circularidade das embalagens, requisitos de reciclabilidade, redução dos resíduos e restrições a determinadas substâncias.

Mas o que significa esta transformação na prática para a indústria?

Oliver Kalmes, Global Barrier Manager Paper & Board da ACTEGA, explica os principais desafios do PPWR e o papel que os revestimentos barreira podem desempenhar nesta transição.

PPWR e revestimentos barreira
O que torna o PPWR tão significativo para a indústria?

O PPWR representa uma mudança de uma abordagem predominantemente linear para um modelo mais orientado para a economia circular.

Isto significa colocar maior ênfase na conceção de embalagens que facilitem a reutilização, reciclagem e recuperação dos materiais, ao mesmo tempo que são estabelecidos requisitos relacionados com substâncias que suscitam preocupação.

O regulamento cria também um enquadramento comum para os Estados-Membros, abrangendo áreas como reciclabilidade, rotulagem e matérias-primas.

Entre as metas previstas está a redução dos resíduos de embalagens per capita em 5% até 2030, 10% até 2035 e 15% até 2040, face aos níveis de 2018.

Um dos principais desafios é a necessidade de adaptação num período relativamente curto.

As empresas precisam de rever portefólios de embalagens, cadeias de fornecimento e processos de conformidade, continuando simultaneamente a assegurar os níveis de funcionalidade e desempenho exigidos pelas respetivas aplicações.

Outro desafio importante está relacionado com as substâncias que suscitam preocupação, uma vez que determinadas soluções utilizadas anteriormente podem ter de ser substituídas por alternativas capazes de conciliar desempenho, segurança e os novos requisitos regulamentares.

O Artigo 5.º aborda a presença de determinadas substâncias nas embalagens, incluindo limites aplicáveis a PFAS em embalagens destinadas ao contacto com alimentos.

Segundo a ACTEGA, os limites definidos incluem 25 partes por bilião para um PFAS individual, 250 partes por bilião para a soma de PFAS e 50 partes por milhão quando são considerados também PFAS poliméricos.

O regulamento mantém ainda um limite combinado de 100 mg/kg para chumbo, cádmio, mercúrio e crómio hexavalente.

Para os fabricantes, isto significa avaliar os materiais utilizados e, quando necessário, desenvolver e qualificar alternativas.

Ao mesmo tempo, esta transformação cria oportunidades para aproximar funcionalidade, segurança e reciclabilidade no desenvolvimento das embalagens.

De acordo com Oliver Kalmes, a ACTEGA começou a preparar-se antecipadamente, colocando o foco na inovação, colaboração e sustentabilidade.

Os revestimentos barreira ACTEGA são formulados sem PFAS intencionalmente adicionados, e a empresa tem vindo a trabalhar no desenvolvimento de soluções que contribuam para melhorar a reciclabilidade das embalagens.

A ACTEGA trabalha também em conjunto com os seus clientes no desenvolvimento de soluções adaptadas às respetivas aplicações.

Um exemplo é a transição de cartão laminado com PE para revestimentos à base de água, procurando manter o desempenho de barreira necessário ao mesmo tempo que se melhora a reciclabilidade e circularidade da embalagem.

Sim. Na perspetiva apresentada pela ACTEGA, o PPWR funciona também como um incentivo para que a indústria repense materiais e processos de produção.

Entre as áreas que estão a ser exploradas encontram-se os revestimentos de base biológica, procurando desenvolver soluções que conciliem viabilidade comercial, desempenho e considerações ambientais.

De uma forma mais abrangente, o novo enquadramento está a acelerar a procura por soluções de packaging mais seguras e orientadas para a circularidade.

Os revestimentos barreira da ACTEGA foram desenvolvidos para conferir propriedades funcionais às embalagens, procurando simultaneamente preservar a reciclabilidade do substrato.

A gama ACTGreen® Barrier Coatings inclui revestimentos barreira à base de água e dispersões aquosas TPE da tecnologia YUNICO®, destinadas a diferentes aplicações em papel e cartão.

Segundo a ACTEGA, estas soluções podem proporcionar proteção contra elementos como água, vapor de água, óleos e gorduras, dependendo do produto e da aplicação.

A empresa apresenta também estes revestimentos como uma alternativa para determinadas estruturas de cartão laminado com PE, procurando combinar o desempenho necessário com uma maior reciclabilidade.

Os ACTGreen® Barrier Coatings à base de água são formulados sem PFAS intencionalmente adicionados e, segundo a ACTEGA, determinadas soluções podem permitir níveis superiores a 95% de conteúdo reciclável na estrutura da embalagem.

ACTGreen® Barrier Coatings

A gama ACTGreen® Barrier Coatings foi desenvolvida para diferentes aplicações e utilizações finais em papel e cartão.

Inclui tanto revestimentos barreira à base de água como dispersões aquosas TPE YUNICO®, podendo ser utilizada por impressores, convertedores de papel e cartão e fabricantes de papel.

Com a evolução dos requisitos do PPWR, soluções deste tipo assumem particular relevância na procura de um equilíbrio entre proteção, funcionalidade e reciclabilidade das embalagens.

Leia a entrevista completa da ACTEGA

Conheça a análise completa de Oliver Kalmes, Global Barrier Manager Paper & Board da ACTEGA, sobre o PPWR e o papel dos revestimentos barreira na adaptação aos novos requisitos do setor.

Leia o Q&A completo da ACTEGA

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